Bookmark and Share
 

Gold



Bronze

 
 






Faltam
-224
dias


Inovação e Tendências no Meio Digital

Em 2010, o mercado de mídia digital out of home movimentou US$ 6,5 bilhões em todo o mundo, o que representou um crescimento de 16,3% na comparação com o ano anterior. Para 2011, a projeção é de manutenção do ritmo de crescimento. O setor deve alcançar a marca de US$ 7,5 bilhões; uma alta de 16,9%

Seguindo o exemplo da economia, 2010 foi o ano em que a internet bateu recordes no Brasil. O número de internautas no país ultrapassou os 80 milhões, o equivalente à população inteira da Alemanha ou duas vezes a da Argentina. O e-commerce fechou o ano com faturamento de R$ 15 bilhões e 40% de crescimento em relação a 2009, um dos maiores índices já registrados, e os sites de compra coletiva tornaram-se um fenômeno de marketing: 246 deles no ar em menos de um ano, com previsão de faturamento de R$ 300 milhões. 

Por sua vez, os investimentos em marketing digital atingiram 10% do orçamento de marketing das empresas, com estimativas de aumento de 90% até 2014. Mas é bem possível que essa previsão se concretize - até mesmo - antes, tal a importância que essa área vem ganhando, conforme revelam as pesquisas realizadas em 2010.

Segundo o estudo divulgado pela McKinsey, mais de 70 milhões de usuários têm acesso à internet, uma penetração em torno de 35%, que cresce a taxas aceleradas. Os usuários brasileiros estão entre os mais ativos do mundo em horas de uso e o Brasil está no topo do ranking mundial de penetração de redes sociais. Este fenômeno não é exclusivo das classes A e B. A penetração de uso na classe C chega a 35% e nos próximos 10 anos pode igualar-se a das classes A e B.

Embora ainda em um extrato relativamente pequeno da população, a mobilidade também é uma realidade. Nos próximos cinco anos a penetração de celulares com acesso tanto a voz quanto a dados deve dobrar, acelerando a convergência dos mundos físico e virtual.

O Brasil já está no topo do ranking mundial de penetração das redes sociais entre usuários de internet (85% contra 70% nos EUA, por exemplo) e 70% dos usuários de internet compartilham algum tipo de informação online. Como resultado, as expectativas de consumidores em relação às empresas também evoluíram consideravelmente: “relacionamento” e “engajamento” são as palavras da vez. Contudo, empresas parecem ainda não ter reagido na mesma medida. O marketing digital segue sendo utilizado, principalmente, como ferramenta de comunicação, emulando no online práticas há muito tempo estabelecidas no offline, como banners, por exemplo. A realidade, porém, é que o marketing cada vez mais sai do controle exclusivo das empresas e passa a ser feito colaborativamente com seus consumidores.

Por fim, o estudo apontou que, atualmente, quase 60% de todos pontos de contato com marcas a que consumidores são expostos em seus processos de avaliação e compra já são digitais, em seus mais diferentes formatos: sites proprietários de provedores de serviço e/ou fabricantes, sites de varejistas, sites de comparação de preços, de “reviews”, blogs e redes sociais. Quando quantificada a influência efetiva destes pontos de contato digitais na decisão de compra de consumidores, nota-se que 40% da influência já é explicada pelos pontos de contato digitais. Considerando o cenário ainda inicial do marketing digital, o potencial de gerenciar pró-ativamente os pontos de contato digitais para aumentar ainda mais sua influência na decisão de compra é significativo. A chave aqui é interatividade: na mesma pesquisa, a McKinsey estabeleceu que pontos de contato interativos (e, aqueles que envolvem interações de consumidores com uma empresa ou com outros consumidores) são 5 vezes mais influentes na decisão de compra de consumidores do que pontos de contato unilaterais entre consumidores e marcas.